O seu negócio está passando por períodos difíceis e precisa reduzir custos com cibersegurança? Muita calma nessa hora. Afinal, qualquer ação pode impactar diretamente a proteção dos dados da sua empresa. Saiba como agir com cautela e evitar problemas maiores.
Em momentos de crise, reduzir o orçamento é uma das primeiras medidas adotadas pela diretoria. Geralmente, essa ordem de contenção chega para todas as áreas, inclusive para a de TI. O problema é que nem sempre essa economia é feita de forma consciente e estratégica. Isso mesmo. Existe uma diferença enorme entre “gastar menos” e “gastar melhor”.
Por isso, neste artigo, você vai entender por que cortar custos de cibersegurança de forma indiscriminada pode sair caro. Além disso, vai descobrir quais estratégias podem ser implementadas para deixar a sua empresa menos vulnerável em situações como essa.
Acompanhe!
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Por que cortar cibersegurança sem estratégia é uma armadilha?
Antes de falar em economia, vale entender o tamanho do risco financeiro de um incidente. Segundo o relatório Cost of a Data Breach 2025, divulgado pela IBM, o custo médio de uma violação de dados no Brasil atingiu R$7,19 milhões em 2025, enquanto em 2024, o custo foi de R$6,75 milhões. Ou seja, houve um aumento de 6,5%.
E um dos motivos apontados como determinante para esse percentual ter aumentado é justamente a falta de investimento constante em prevenção. De acordo com o estudo, o número de organizações que planejavam investir em segurança após sofrer uma violação caiu de 63% em 2024 para 49% em 2025.
Esses dados revelam uma realidade preocupante, ainda mais na era conversacional. Com o avanço da Inteligência Artificial (IA) Generativa, o phishing ultrapassou o roubo de credenciais como principal vetor de ataque em 2025. Criminosos, hoje, conseguem criar e-mails de phishing convincentes em cerca de 5 minutos. Ou seja, a mesma tecnologia que promete reduzir custos operacionais também está sendo usada para escalar ataques com muito mais velocidade e sofisticação.
Diante desse cenário, fica claro que reduzir custos de cibersegurança, não pode significar diminuir a vigilância, mas sim direcionar melhor os esforços investidos.
Mas, o que fazer com a cibersegurança em situações de crise?
Listamos algumas boas práticas abaixo, que podem te ajudar a lidar com a área de TI durante situações de crise. Confira!
1. Faça um diagnóstico antes de cortar qualquer coisa
O erro mais comum é cortar ferramentas e contratos, sem entender o que cada investimento realmente protege. Portanto, antes de qualquer decisão de corte, mapeie:
- quais ativos digitais são mais críticos para a operação (dados de clientes, sistemas financeiros, propriedade intelectual);
- quais ferramentas de segurança estão subutilizadas, duplicadas ou obsoletas;
- onde estão as maiores vulnerabilidades (muitas vezes em processos, não em software).
Esse diagnóstico evita que a empresa corte justamente a camada de proteção que mais evitaria prejuízo.
2. Capacite sua equipe
Boa parte dos incidentes de segurança não começa com um hacker altamente sofisticado, mas com um clique equivocado. O relatório da IBM, citado anteriormente, mostra que, em 2025, o phishing ultrapassou o roubo de credenciais como principal vetor de ataque, sendo responsável por 16% das violações.
Ou seja, basta um clique em um link malicioso ou o compartilhamento de informações sensíveis para comprometer toda a organização.
Por isso, investir na capacitação e na conscientização dos colaboradores é uma das estratégias mais eficazes para reduzir os custos de cibersegurança no longo prazo. Equipes treinadas conseguem identificar comportamentos suspeitos e evitar golpes, diminuindo riscos sem depender exclusivamente de investimentos em novas tecnologias.
3. Avalie modelos de segurança como serviço
Manter uma equipe interna completa de cibersegurança 24/7 é inviável para a maioria das empresas de médio porte. Contratar um provedor de serviços gerenciados de segurança costuma sair mais barato do que montar essa estrutura internamente, porque dilui custos fixos (salários, ferramentas, plantões) em um contrato mais previsível, sem abrir mão de monitoramento contínuo.
4. Tenha um plano de resposta a incidentes pronto
Empresas sem um plano estruturado de resposta a incidentes gastam mais tempo e dinheiro reagindo ao caos do que remediando o problema em si. Ter um plano documentado, testado e conhecido pela equipe reduz o tempo de contenção, e o tempo de contenção menor significa menos prejuízo financeiro e reputacional.
5. Revise contratos e elimine sobreposição de ferramentas
É comum que empresas acumulem, ao longo dos anos, diferentes soluções de segurança que fazem funções parecidas, tais como: antivírus, firewall, EDR, VPN, gestão de identidade etc. contratadas em momentos diferentes, sem integração entre si. Uma auditoria de stack tecnológico frequentemente revela sobreposição de funcionalidades e permite consolidar ferramentas, reduzindo custos de licenciamento sem reduzir a cobertura.
Dica extra!💡 Experimente mudar a arquitetura de segurança
Uma das alternativas mais imediatas e inteligentes para otimizar o seu orçamento de segurança da informação é a substituição de soluções proprietárias por alternativas Open Source (Código Aberto).
Existe um mito antigo de que ferramentas de código fechado (Closed Systems) são inerentemente mais seguras. Na realidade, o ecossistema Open Source conta com comunidades globais massivas de desenvolvedores e especialistas em segurança. Isso significa que o código é constantemente auditado, testado e revisado por milhares de olhos ao redor do mundo , muitas vezes resultando em correções de vulnerabilidades muito mais rápidas do que em sistemas comerciais tradicionais.
Ao migrar para ferramentas Open Source maduras, sua empresa não apenas reduz drasticamente os custos com licenças abusivas, mas frequentemente mantém (ou até eleva) o nível de maturidade e a qualidade da sua postura de segurança.
⚠️Mas, atenção, esse procedimento deve ser feito por equipes especializadas! Conte com a Secular para isso!
Economia com responsabilidade: o caminho para reduzir custos de cibersegurança
Reduzir custos de cibersegurança não é sinônimo de reduzir proteção, é sinônimo de eliminar ineficiência. As empresas que mais economizam no longo prazo são as que investem de forma inteligente em prevenção, automação e capacitação de pessoas, evitando o prejuízo (financeiro e reputacional) de um incidente que poderia ter sido evitado.
Antes de cortar qualquer linha do orçamento de segurança, pergunte: este corte elimina desperdício ou elimina proteção? A resposta a essa pergunta é o que separa uma empresa que economiza de uma empresa que está apenas adiando um prejuízo muito maior.
Ficou com dúvidas? Fale, agora mesmo, com um dos nossos especialistas e saiba como a Secular pode atuar em cenários como esse.