Imagine a sua empresa enfrentando desafios financeiros e operacionais e, ao mesmo tempo, lidando com ataques cibernéticos. A situação já seria complexa por si só, mas esse cenário pode se tornar ainda mais crítico durante uma recuperação judicial. Saiba como se proteger, neste blog post.
Segundo o Serasa Experian, o Brasil encerrou o ano de 2025 com um recorde histórico de 2.456 pedidos de recuperação judicial. Os números refletem um cenário de crise enfrentado por grande parte das empresas brasileiras e despertam um alerta sobre a vulnerabilidade da segurança da informação durante esse período.
De acordo com o Relatório de Inteligência de Ameaças da Check Point, o Brasil registrou um aumento de 46% nos ataques cibernéticos em apenas um ano e passou a figurar entre os países mais impactados por ransomware. Para se ter uma ideia, somente em abril deste ano, as empresas brasileiras sofreram, em média, 4.118 ataques por semana.
Os dados reforçam a importância de fortalecer a segurança da informação, principalmente em momentos de instabilidade, quando as empresas se encontram mais fragilizadas.
Por isso, ao longo deste conteúdo, vamos mostrar como você pode fazer para manter os dados do seu negócio protegidos, mesmo durante uma crise organizacional. Acompanhe!
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Principais desafios da segurança da informação durante a recuperação judicial
Escassez de crédito, dívidas acumuladas, colaboradores insatisfeitos, risco de falência…esses são alguns dos principais problemas enfrentados por empresas que estão passando por recuperação judicial. Mas, existe outro fator que acaba sendo negligenciado durante esse processo: a segurança da informação.
Embora nem sempre esteja no centro dessa discussão, ela é sem dúvida um dos ativos que merecem mais atenção. Afinal, os desafios enfrentados por essa área são muitos. Listamos os principais, logo abaixo.
Redução das equipes de TI e segurança, deixando gaps críticos de proteção
Durante processos de recuperação judicial, a redução de custos costuma impactar diretamente as equipes de tecnologia e segurança da informação. Com menos profissionais para monitorar sistemas, corrigir vulnerabilidades e responder incidentes, a empresa passa a operar com gaps críticos de proteção, aumentando os riscos de ataques cibernéticos e falhas operacionais.
Manutenção de múltiplas licenças e ferramentas de segurança com orçamento restrito
Outro grande desafio está na manutenção das ferramentas de segurança já utilizadas pela empresa. Em cenários de orçamento reduzido, muitas organizações precisam rever contratos, cortar licenças ou adiar investimentos em soluções de proteção, o que pode comprometer a prevenção contra ameaças digitais.
Proteção de dados sensíveis de clientes, credores, parceiros e colaboradores
Mesmo em meio à crise, a empresa continua responsável por proteger informações estratégicas e dados sensíveis. Isso inclui dados financeiros, contratos, informações de clientes, credores, parceiros e colaboradores. Qualquer vazamento nesse período pode gerar impactos financeiros, jurídicos e reputacionais ainda mais severos para o negócio.
Continuidade do compliance com a LGPD e outras regulamentações
A recuperação judicial não elimina as obrigações legais relacionadas à proteção de dados. Por isso, manter a conformidade com a LGPD e outras regulamentações continua sendo essencial. Além de evitar penalidades, o compliance ajuda a preservar a credibilidade da empresa diante do mercado, investidores e clientes.
Aumento do risco de insider threats em cenários de desligamentos e reestruturações
Momentos de instabilidade organizacional costumam aumentar os riscos relacionados a ameaças internas, conhecidas como insider threats. Em cenários de desligamentos, mudanças de função e reestruturações, a empresa pode enfrentar problemas como uso indevido de acessos e compartilhamento inadequado de dados corporativos.
Manutenção de infraestruturas legadas sem investimentos em modernização
Com a prioridade voltada para a contenção de despesas, muitas empresas acabam adiando atualizações tecnológicas e mantendo infraestruturas antigas em operação. O problema é que sistemas legados tendem a apresentar mais vulnerabilidades, menor capacidade de integração e dificuldades de monitoramento, tornando o ambiente ainda mais suscetível a incidentes de segurança.
Mas, como criar estratégias de proteção eficientes diante desse cenário?
Criamos uma lista de boas práticas que podem ajudar a sua empresa a proteger os dados, durante uma recuperação judicial, de forma inteligente. Veja!
1. Priorização de Ativos Críticos
Identifique e classifique os ativos de informação mais críticos para a operação da empresa. Concentre os recursos limitados na proteção desses ativos essenciais.
2. Revisão Geral de Licenças e Custos
Ferramentas de segurança open source podem substituir soluções pagas em muitos cenários. Firewall pfSense, sistema de detecção de intrusão Snort, e ferramentas de monitoramento com Zabbix oferece funcionalidades robustas sem custo de licenciamento.
3. Treinamento contínuo de colaboradores
O fator humano continua sendo o elo mais fraco na segurança. Investir em treinamentos regulares de conscientização e phishing tem um dos maiores retornos sobre investimento em segurança da informação, com custo próximo a zero quando realizado internamente.
4. Parceiros de Confiança
Em tempos de recuperação judicial, fortalecer o relacionamento com parceiros de confiança é fundamental para manter a continuidade das operações. Com apoio especializado é possível adotar medidas mais seguras e enfrentar os desafios desse período com mais tranquilidade.
Aqui, na Secular, é possível ter acesso a uma consultoria personalizada para reduzir complexidades operacionais e garantir maior estabilidade, mesmo nesses períodos de crise. Fale com um dos nossos especialistas e saiba como podemos ajudar.
Segurança é estratégia e pode salvar o seu negócio!
